Segundo Campelo, o efeito estatístico da queda da produção no fim do ano passado e no início deste ano é muito forte, de forma que essa recuperação, no segundo semestre do ano, não impedirá que a indústria encerre 2009 com queda na produção. "O resultado deve vir ruim, principalmente pela redução muito forte da produção no fim do ano passado e por uma recuperação muito lenta e concentrada em alguns setores no primeiro trimestre deste ano. Para chegar ao fim do ano no patamar positivo, a indústria teria de crescer como a China", explicou.
Apesar disso, Campelo ressaltou que a confiança da indústria aumentou muito nos meses de abril e maio. Até o setor de bens de capital já mostra sinais de recuperação. A confiança do setor aumentou 9,1% em maio ante abril. De janeiro a maio, a indústria de bens de capital finalmente saiu do terreno negativo. O índice de confiança do setor acumulava queda de 5,9% de janeiro a abril e era o único que se mantinha negativo no acumulado dos quatro primeiros meses de 2009. Agora, de janeiro a maio, a confiança do setor está positiva em 2,7%.
Essa esperada recuperação a partir do terceiro trimestre se baseia na evolução do Índice de Confiança da Indústria (ICI) nos últimos meses. Em maio, o ICI atingiu 89,6 pontos e já está mais próximo de sua média histórica, de 99,1 pontos, do que do nível registrado em dezembro do ano passado, de 74,7 pontos. "A confiança só está 10 pontos abaixo da média histórica, o que indica que a indústria está voltando a um patamar de normalidade",
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