sábado, 30 de maio de 2009

Indústria deve retomar média histórica de crescimento no 3tri,diz FGV

A indústria deve retomar já no terceiro trimestre deste ano um nível de crescimento próximo da média histórica dos últimos dez anos. A avaliação é do coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação Brasileira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, para quem os setores mais afetados pela crise financeira internacional já estarão ajustados no terceiro trimestre. "A indústria começará a crescer, ainda em um ritmo mais lento, mas próximo da sua média histórica, que desde o ano 2000 é de 3% ao ano", afirmou.

Segundo Campelo, o efeito estatístico da queda da produção no fim do ano passado e no início deste ano é muito forte, de forma que essa recuperação, no segundo semestre do ano, não impedirá que a indústria encerre 2009 com queda na produção. "O resultado deve vir ruim, principalmente pela redução muito forte da produção no fim do ano passado e por uma recuperação muito lenta e concentrada em alguns setores no primeiro trimestre deste ano. Para chegar ao fim do ano no patamar positivo, a indústria teria de crescer como a China", explicou.

Apesar disso, Campelo ressaltou que a confiança da indústria aumentou muito nos meses de abril e maio. Até o setor de bens de capital já mostra sinais de recuperação. A confiança do setor aumentou 9,1% em maio ante abril. De janeiro a maio, a indústria de bens de capital finalmente saiu do terreno negativo. O índice de confiança do setor acumulava queda de 5,9% de janeiro a abril e era o único que se mantinha negativo no acumulado dos quatro primeiros meses de 2009. Agora, de janeiro a maio, a confiança do setor está positiva em 2,7%.

Essa esperada recuperação a partir do terceiro trimestre se baseia na evolução do Índice de Confiança da Indústria (ICI) nos últimos meses. Em maio, o ICI atingiu 89,6 pontos e já está mais próximo de sua média histórica, de 99,1 pontos, do que do nível registrado em dezembro do ano passado, de 74,7 pontos. "A confiança só está 10 pontos abaixo da média histórica, o que indica que a indústria está voltando a um patamar de normalidade",

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